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Guestbook
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Sobre a fotografia de natureza
Todos os dias a todas as horas estamos rodeados de insectos, no entanto
raramente nos apercebemos das suas formas e da sua beleza, o seu tamanho é
realmente muito pequeno.
O meu interesse por fotografia de natureza começou com
a macrofotografia e quando comecei a tirar fotografias cada vez mais perto
destes seres, comecei a ver pormenores que não são vistos de outra forma, estes
pequenos seres são realmente extraordinários.
Não sou entomologista, apenas tenho um grande gosto por fotografia de natureza,
em especial por macrofotografia
Nesta página vou falar das técnicas e equipamento que uso para fazer as
fotografias que vêem neste site, aqui vou dar mais atenção à captação das
imagens, ( máquinas, objectivas e iluminação).
A macrofotografia ultra-rápida é explicada na página
Ultra-rápida
A máquina
Eu tenho preferência por máquinas reflex, embora com outras máquinas também se
consigam bons resultados no campo da macrofotografia, mas com o aumentar da
exigência rapidamente chegamos à conclusão que uma reflex é o indicado.
As vantagens são obvias, podemos trocar de objectivas, usar foles de extensão,
teleconversores, anéis de extensão, etc, etc, sempre com a vantagem de podermos
utilizar a medição TTL (atenção existem máquinas que não fazem medição TTL sem
objectivas autofocus montadas directamente na máquina)
Devo ainda dizer que não é importante ter uma máquina ultimo modelo pois na
macrofotografia habitualmente usa-se a focagem manual e os restantes ajustes,
velocidade e abertura de diafragma, podem ser previamente ajustados.
Até Junho de 2006 usei máquinas de filme, Nikon F100 e F70, agora uso uma Nikon
D200, com a qual tiro a maior parte das fotografias.
Objectivas
Esta é a área mais abrangente da fotografia em geral, pois são as lentes que
projectam a imagem na película ou CCD, na macrofotografia
habitualmente usam-se lentes para macro, estas lentes têm um aumento até 1:1 ou
seja, a imagem projectada no fotograma corresponde ao tamanho real.
Quando fotografo no campo, habitualmente uso uma Nikon micro 105 mm 2.8 VR (157
mm em digital) que
faz um aumento até 1.1, esta é uma boa opção e com grande qualidade, para além
de poder-mos
fotografar com a objectiva montada directamente no corpo da máquina e ter
a vantagem de podermos usar todos os automatismos da máquina, que, como já
mencionei nem sempre são úteis em macrofotografia.
Uma objectiva de menor distancia focal, como a Nikon micro 60 mm 2.8, tem a desvantagem
de ter que aproximar muito para fazer um
aumento de 1:1, quando se
trata de insectos o mais provável é que antes de nos aproximar-mos o suficiente
já eles fugiram, a de 60 mm uso-a habitualmente em estúdio.
Ainda dentro deste tema vou falar da macrofotografia em estúdio,
este tipo de fotografia é muito útil quando ultrapassamos aumentos de 1:1, é
muito difícil fazer aumentos superiores a 1:1 no campo, isto porque estamos a
trabalhar com profundidades de campo de alguns milímetros, se juntar-mos a isso
um insecto que não pára quieto e o vento que teima em soprar, facilmente
fotografamos um rolo inteiro ou "enchemos" um cartão de memória onde não se
aproveita nem uma fotografia, é nessa altura que temos de inventar meios que nos
permitam fazer grandes aumentos sem estar sujeitos ao vento e a más condições de
iluminação, é preciso ter em mente que aumentos superiores a 1:1 exigem muita
luz, pois existe uma grande distancia entre as lentes e a película ou CCD.
Devido a estes factores eu construí um estúdio especialmente para
macrofotografia podem vê-lo na página material.
Vamos agora entrar no campo dos aumentos superiores a 1:1,
trata-se de uma área em que difícil é conseguir bons resultados, porque na
prática é fácil de fazer, isto porque ao contrário do que possa parecer
consegue-se com objectivas de curta distancia focal como uma 28 mm ou uma 24 mm,
sim estas mesmo, basta inverter a objectiva com um anel adaptador, a partir daí
quanto mais conseguirmos afastar a objectiva da película ou CCD maior é o
aumento, podemos faze-lo de duas formas ou com anéis de extensão ou com um fole
de extensão, este ultimo é o melhor pois podemos variar a distancia entre
objectiva e plano de focagem muito facilmente sem ter de desmontar e voltar a
montar acessórios.
Iluminação
Este é um dos pontos críticos em macrofotografia, especialmente quando
entramos em aumentos superiores a 1:1.
Eu, por opção, quando tenho que fazer aumentos superiores a 1:1 utilizo sempre o
estúdio onde uso iluminação artificial, da qual irei falar mais à frente, no
campo tento sempre que possível usar a luz natural, como dizem alguns colegas
meus "não há nada como a luz natural" sem duvida é verdade, o problema é em
situações difíceis saber aproveitar a luz disponível, e para o fazer a melhor
opção é usar reflectores, estes alem de aumentarem a quantidade de luz que
ilumina o motivo também iluminam sombras e fazem subresair pormenores que de
outra forma ficavam escondidos na sombra, são muito fáceis de usar mas quando
andamos no mato atrás de um insecto de máquina numa mão e reflector na outra,
não é muito prático, mas o resultado vale o esforço.
Na iluminação de estúdio temos tudo mais facilitado, quando se usam aumentos
superiores a 3X, é importante ter unidades de flash potentes isto porque temos a
objectiva muito afastada do plano de foco e temos de usar diafragmas bastante
fechados para termos alguma profundidade de campo, nestas condições não se deve
usar o diafragma totalmente fechado porque causa disfracção.
A disposição dos flashes devem ser de forma a dar uma imagem em que o motivo
apareça com o mínimo de sombras possível, isto para podermos realçar todos os
pormenores do insecto. o ideal será ter três unidades de flashes duas para o
motivo e uma para iluminar o fundo.
Estúdio
A maioria das fotografias que tiro são feitas num estúdio que eu próprio
construí a partir de uma base de madeira prensada, com todo um sistema de
suportes moveis feitos a partir de tubos de inox para a fixação de rótulas
Manfrotto que recebem a iluminação. Este estúdio tem também um suporte de fundos
que permite trocar rapidamente as várias cartolinas coloridas que fazem de
fundo.
Na base do estúdio são colocados uns arames que na extremidade têm umas pinças
onde são fixadas flores que servem de fundo, ou de poiso para os insectos.
Na parte superior existe um suporte onde está uma luz de modelação de 15w (equivalente a
100W) para auxiliar a
operação de focagem. Lâmpadas mais potentes aqueciam demasiado e incomodariam o
insecto, que mesmo sem ser incomodado muitas vezes não pára quieto.
A máquina fotográfica é fixa num mono pé com uma base de ferro, que pesa 3 kg,
peso suficiente para que a máquina não trema quando se trabalha com o fole de
extensão.
Espero de alguma forma ajudar com a minha experiência quem goste
de macrofotografia, portanto esta página será regularmente actualizada.
A maioria das fotografias macro que tiro são
na Lousã e em Vila Nova de Poiares a 23 Km de
Coimbra, sitio onde vou com alguma frequência, e que apesar dos incêndios que
todos os anos vão queimando a zona centro, ainda é uma zona muito bonita e muito
boa para a fotografia de natureza.
Todas as fotografias deste website são da minha autoria é
proibido o seu uso sem a minha autorização.
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